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Biomassa: a força energética do NE é tema de encontro, na FIEPE
Em encontro promovido pelo Contema, especialistas do setor falaram sobre oportunidades e desafios sobre a matriz elétrica do País

29/09/2017
Encontro reúne representantes de entidades governamentais

Diante das discussões que envolvem a diversificação da matriz energética do País, o Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema) da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), em parceria com o Ibama, se antecipou e realizou, na tarde de ontem, um debate sobre o ‘Impacto da biomassa na indústria de Pernambuco’. Com a presença de empresários do Ceará, Paraíba e representantes do Ministério do Meio Ambiente, o evento colocou luz sobre a importância de se discutir o assunto para a economia do Nordeste, sobretudo no que envolve o seu aproveitamento para a geração de energia.

 

O potencial energético dessa fonte é gigantesco. De acordo com o presidente do Contema, Anísio Coêlho, 60% do nosso território é coberto por florestas, capacidade expressiva para exploração energética via processo de reflorestamento. “Ainda tem mais, 40% do que temos de energia renovável no País, 8% vêm de biomassa”, frisou. Para ele, é de fundamental importância discutir o assunto atrelado ao desenvolvimento industrial. Isso porque, um terço da energia nacional é destinada para o setor.

 

E pode aumentar ainda mais. Para se ter ideia, a previsão é que a demanda por biomassa pelo setor industrial aumente 50% até 2030. Por isso, segundo os participantes do encontro, é importante que se pense em políticas para desenvolver ainda mais a fonte energética.

 

“Principalmente porque essa fonte energética movimenta 35 mil postos de trabalho permanentes, incremento superior ao que as usinas solar e eólica geram durante em fase de construção”, disse o representante da Associação de Plantas do Nordeste (APNE), Frans Pareyn.  Além de Pareyn, participaram do debate Frederico Lacerda, do PNUD, Antônio Cubano, da Sustainable Carbon, Francisco Campello, presidente do IBAMA, e Eduardo Elvino, presidente do CPRH. 

 

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