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Jovens Empresários de olho na sucessão familiar

14/09/2018
Bruno Veloso participa do evento do CJE

O Comitê de Jovens Empresários (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) realizou, na última quinta-feira (13), palestra sobre Desafios da Sucessão na Empresa Familiar, no auditório do 1º andar da Casa da Indústria. O momento contou com a participação do 1º Diretor financeiro da FIEPE, Bruno Veloso, e do coordenador do CJE, Rodrigo Veloso, que receberam os consultores Bruno Suassuna e Elane Cabral.

 

Segundo Bruno Veloso, a iniciativa do CJE da FIEPE é bastante pertinente, pois boa parte das empresas instaladas em Pernambuco é de origem familiar. “Muitas empresas têm passado por isso, e entendemos que somos um canal importante para elucidar algumas questões sobre o assunto”, destacou.

 

A consultora Elane Cabral disse que no processo de sucessão familiar é importante entender e respeitar os diversos processos. “Sobretudo o papel de cada integrante da família na empresa. Tem que ter muita conversa, gestão e entendimento entre todos para que a empresa tenha sustentabilidade”, falou.

 

Um tema levantado pelo coordenador do CJE, Rodrigo Veloso, foi a aplicabilidade da inovação durante esse processo. “Às vezes é difícil conciliar a inovação e a sucessão familiar, mas uma boa alternativa para as empresas que passam por esse momento pode estar em diversificar a sua atuação no mercado, isso dará mais robustez e amadurecimento ao negócio”, garantiu.

 

O consultor e diretor administrativo do Núcleo Rumo de Governança Corporativa, Bruno Suassuna, aproveitou o espaço para convidar todos a participarem do 4º Fórum Rumo das Empresas Familiares, no próximo dia 28 no Bugan Hotel Recife.

 

A FIEPE é apoiadora do Projeto Rumo, que estimula o estudo à governança corporativa e à construção de uma rede de troca de conhecimento, com intuito de perpetuar as boas iniciativas empresariais olhando para o futuro.

 

Dados

De acordo com pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), 64,5% das empresas de controle familiar não registram a existência de conselho ou qualquer outro fórum ou grupo de familiares com objetivo de discutir assuntos da família e o alinhamento da família empresária em relação ao negócio.

 

Entre as empresas da amostra, ainda de acordo com o estudo, o conselho de família está presente em 27,4% das famílias empresárias consultadas. Ou seja, passou a ser urgente preparar as empresas para lidarem com os aspectos relevantes da organização familiar e sua relação com o negócio.

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