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Setor produtivo e Ministério da Defesa criam comitê para fortalecer indústria de defesa local
FIEPE será elo com as Forças Armadas para identificar oportunidades de negócios

29/01/2018
FIEPE, Forças Armadas e Governo estadual se reúnem em prol da indústria da Defesa

Depois de a Ruag – multinacional suíça do setor de defesa – ter anunciado investimento de 15 milhões de euros para implantação de sua fábrica em Pernambuco, o setor industrial quer identificar ainda mais oportunidades de negócios entre as Forças Armadas e as indústrias locais.  Para isso, o Ministério da Defesa e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) assinaram, nesta segunda-feira, um termo de compromisso para criação do Comitê Empresarial da Indústria de Defesa (Comdefesa).

 

De acordo com o presidente da FIEPE, Ricardo Essinger, além das oportunidades de negócios, a ideia do Comdefesa é agregar valor às cadeias produtivas, promover a competitividade e incentivar o avanço tecnológico das empresas locais. “Assim como explorar o potencial do parque industrial do Estado na produção de bens para a Defesa, a partir de pequenas alterações em processos, produtos ou serviços”, disse, acrescentando que o setor está focado em atrair novas parcerias e conhecimento, estimulado o aumento da competitividade da indústria local.

 

Para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a instalação do Comitê irá ajudar a consolidar Pernambuco como um polo de desenvolvimento da indústria da defesa. “O Ministério da Defesa está trabalhando para descentralizar e modernizar essa indústria. E Pernambuco, com esse passo do governo do Estado e da FIEPE, vem ajudar de forma decisiva na religação desse objetivo”, afirmou.

 

Mais que atender ao mercado local, o ministro entende também que esse movimento favorece a pauta de exportações de produtos de defesa, com reflexos positivos na balança comercial do País. Para se ter ideia, o Brasil já se colocou como o 8º maior exportador mundial de produtos de defesa nos anos 1980 e o intuito é retomar essa posição, acreditando que o País tem potencial para voltar a ocupar lugar de destaque nesse mercado internacional, que movimenta, por ano, cerca de US$ 1,5 trilhão, conforme dados do Ministério da Defesa.

 

A fim de contribuir com os resultados almejados pela pasta nacional, contudo, o Comdefesa entende que algumas ações precisarão estar bem estruturadas. Dentre os serviços do Comitê, estão o mapeamento das indústrias locais com potencial de fornecimento, o cadastramento das empresas do Estado e a catalogação de seus produtos nos órgãos do Ministério da Defesa e nos membros da OTAN.

 

Estão previstas também ações mais incisivas como realização de eventos regionais, acompanhamento das oportunidades de negócios, orientação jurídico-legal, além da divulgação e difusão das ações e atuação em estratégias integradas para inserir novas empresas no setor.  “Tudo realizado com uma forte parceria com as Forças Armadas, com o objetivo de aumentar as compras do mercado local e descentralizar o processo do eixo Sul e Sudeste”, afirmou o presidente da FIEPE, Ricardo Essinger.

 

O Comitê será presidido por José Antonio de Lucas Simon, do Sinduscon, juntamente com o empresário Bruno Veloso, que será vice-presidente. Será composto ainda por outros empresários da indústria, membros do Governo Estado, como o presidente da AD DIPER, Leonardo Cerquinho, e representantes das Forças Armadas.

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